Colaboradores

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Tempestades do corpo e da alma


Crises de depressão e de euforia provocam desequilíbrios químicos que podem danificar as células e acelerar o envelhecimento do corpo.

Desde 2009 o psiquiatra Rodrigo Bressan e outros pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) acompanham um grupo de adolescentes com alto risco de desenvolver doenças mentais graves como o transtorno bipolar e a esquizofrenia. Eles querem descobrir o momento adequado para agir antes que os problemas se manifestem e, assim, tentar evitar que se instalem. Ao mesmo tempo, procuram ensinar os adolescentes e seus familiares a lidar com situações estressantes que podem disparar as crises. Assim que possível, Bressan e os psiquiatras Elisa Brietzke e Ary Araripe Neto querem ver se compostos anti-inflamatórios, antioxidantes ou neurotróficos poderiam proteger as células cerebrais e, quem sabe, reduzir o risco de desenvolver essas doenças mentais.

A estratégia de tentar proteger o cérebro com esses e outros compostos se baseia na hipótese de que os neurônios e outras células cerebrais sofrem danos gradativos a partir do primeiro episódio mais intenso da doença – há quem suspeite de que os danos podem começar até mesmo antes. Estudos recentes indicam que nesses distúrbios o cérebro produz certos compostos em níveis nocivos que atrapalham o funcionamento das células e podem causar danos irreparáveis à medida que se sucedem, levando à deterioração das capacidades de raciocínio, planejamento e aprendizagem e até a uma alteração leve e definitiva do humor. Simultaneamente ao aumento na concentração dessas substâncias, haveria também uma diminuição nos de compostos neuroprotetores naturalmente produzidos pelo organismo.

Um dos pesquisadores que ajudou a desenvolver essa hipótese é o psiquiatra Flávio Kapc-zinski, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Medicina Translacional. Ele está convencido de que a evolução dramática dos casos graves de transtorno bipolar e de depressão é consequência de alterações fisiológicas causadas pelas crises recorrentes.

As crises que de tempos em tempos atormentam a mente também intoxicam o corpo, acredita Kapc-zinski. Elas seriam como tempestades químicas que desfazem o equilíbrio das células cerebrais e liberam compostos que, carregados pelo sangue, inundariam o organismo – às vezes levando a um grau de intoxicação quase tão grave como o enfrentado por quem desenvolve uma infecção generalizada (sepse). Repetidas ao longo de anos ou décadas, essas avalanches tóxicas precipitadas por surtos de depressão ou de mania produziriam um desgaste lento e progressivo do cérebro e de todo o corpo, reduzindo a capacidade de recuperação e acelerando o processo de envelhecimento.
Kapczinski começou a elaborar esse modelo teórico com base em experimentos feitos por sua equipe e por outros grupos para explicar como e por que a depressão e o transtorno bipolar, uma vez instalados e sem o tratamento adequado, seguem um padrão de agravamento progressivo que pode culminar com a morte precoce por problemas cardiovasculares e até câncer. De acordo com o modelo, as outras doenças que aparentemente nada têm a ver com o que se passa no cérebro poderiam evoluir como resultado dos desequilíbrios orgânicos gerados pelos episódios severos de depressão e mania.

Apresentada inicialmente em 2008 na Neuroscience and Behavioral Reviews, essa hipótese vem ganhando reconhecimento internacional. No último ano os estudos de Kapczinski já foram citados cerca de mil vezes em outros trabalhos. O psiquiatra australiano Michael Berk, da Universidade de Melbourne, acompanha essas pesquisas e, com Kapczinski, chamou esse novo modelo de neuroprogressão.

“Sabemos que esses distúrbios são progressivos e essa proposta teórica explica por quê”, diz Berk. Para ele, a interpretação de que essas doenças se agravam a cada surto pode gerar um impacto importante no tratamento por indicar a necessidade de diagnóstico e intervenção precoce e por sugerir que terapias neuroprotetoras possam atenuar o efeito desses problemas.

“A ideia está posta”, diz o pesquisador da UFRGS. “Agora é possível trabalhar para tentar confirmá-la ou refutá-la.” Ele sabe que o modelo é ousado e que é necessário reunir mais evidências para demonstrar que ele representa de modo adequado a evolução da depressão e do transtorno bipolar. “Temos trabalho para umas duas décadas”, diz Kapczinski.


Fonte: Revista Fapesp - Edição 197 - Julho de 2012
Por: RICARDO ZORZETTO
Imagem: EDUARDO SANCINETTI




quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Universidade do prazer


GILBERTO DIMENSTEIN
Universidade do prazer
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Valorizar mais as baladas a disseminação da maconha ou as festas  do que as aulas seria uma fase passageira?
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 DIANTE da frase "baladas e jogos me motivam mais do que as aulas", apenas 16,1% dos estudantes das universidades da capital e região metropolitana de São Paulo disseram discordar totalmente. Uma expressiva parcela (52,3%) admitiu que fumou maconha; muitos certamente preferiam não revelar nada. Beijar na boca várias pessoas numa única noite é rotina. O resultado é que muitos enxergam no ensino superior um espaço de prazer, onde se misturam baladas, drogas e sexo.
Estamos falando aqui de 15 universidades, entre as quais USP, PUC, Unifesp, Mackenzie, FGV, FMU, Unip, Anhembi Morumbi -ou seja, locais que produzem a futura elite política, empresarial, cultural e social do país. Valorizar mais as baladas -a disseminação da maconha pelos campi ou as festas universitárias- do que as aulas seria apenas uma fase passageira, típica da liberdade e transgressão juvenis? Em parte sim, claro.
"Minha suspeita é que existe um jeito de encarar o mundo que vai além de uma atitude juvenil", comenta Marcos Calliari, responsável pela pesquisa.
O levantamento entre universitários foi feito pela Namosca, agência de marketing focada em entender o que passa pela cabeça dos jovens -e, para isso, montou uma rede de entrevistadores e contatos entre os próprios estudantes para facilitar a obtenção das informações.
A suspeita de Calliari, a partir desse levantamento, é como um imediatismo exacerbado marca uma geração. O levantamento indicou que 77% dos entrevistados já beijaram na boca mais de uma pessoa num dia; 89% disseram que beijaram logo no primeiro encontro. "É um pouco como se não houvesse um dia depois de hoje", analisa.
Isso pode significar também que o consumidor vai mudar cada vez mais rapidamente de marcas. Ou que não terá paciência para abrir a conta num banco se tiver de assinar muitos papéis ou formulários na internet. Nem entrar num site que exija cadastramento.
Talvez explique a prosperidade da indústria de venda de trabalhos escolares (até dissertações). Ou por que muitas pessoas mudam tanto de curso no ensino superior, criando uma alta taxa de evasão.
O desinteresse pela política não se deve só à ojeriza aos políticos, mas porque os debates implicam pensar e planejar o futuro -a chance de conseguir um emprego estaria condicionada mais ao desempenho individual do que ao coletivo. A frase "meu sucesso depende apenas de mim mesmo" é discordada totalmente por apenas 3,4%.
Se Lula esbanja popularidade no país, falta-lhe identificação nesse grupo. Apenas 19% disseram que "gostariam de tomar uma cerveja com ele". É, aliás, a mesma percentagem dedicada a Fernando Gabeira, que tem entre suas propostas a descriminalização da maconha e a defesa ambiental. Cerca de 40% gostariam de tomar uma cerveja com o ator Selton Mello; 33% com o apresentador Luciano Huck, empatado com Wagner Moura. Para 45%, Sérgio Groismann entende da juventude; 25% tomariam a cerveja com ele.
Não vou empunhar discurso moralista nem saudosista; o passado não foi melhor do que o presente. Muito menos deixar de entender que a juventude é um período, às vezes arriscado, de testes de limites e experimentações. Mas a pesquisa sugere um problema: a dificuldade de focar e desenvolver um projeto, o que exige necessariamente postergar prazer. Mas esse culto excessivo da celebridade, da pressa e do prazer não vai acabar bem.
Não é por outro motivo que, apesar do desemprego, grandes empresas têm uma crescente dificuldade de recrutar trainees -isso apesar de que, em alguns casos, há mais de 3.000 candidatos por vaga. O que pode estar acontecendo é até mesmo uma mudança na paisagem das elites. Os jovens de periferia, mais focados e com mais garra (afinal, sobreviveram ao massacre educacional), que começam a chegar às faculdades públicas, ganharão cada vez mais espaço. Estudaram de noite e nos finais de semana para alcançar, para ter o prazer de entrar na faculdade e garantir um bom emprego.
PS - Entre os vários dados que me chamaram a atenção, um deles se destacou. Indagados sobre o estilo musical preferido, não houve pontuação, nem apareceu na lista, música erudita. Será que é consequência do imediatismo e a dificuldade de lidar com obras mais complexas? Fico imaginando se, num futuro breve, as salas de concertos não estarão vazias. A íntegra da pesquisa está no site: www.dimenstein.com.br.
gdimen@uol.com.br

Novo tratamento contra infecção por ébola eficaz em macacos


Experiência realizada por equipa canadiana publicada na «Science Translational Medicine»

2012-06-18
 
Uma combinação de três anticorpos parece ser a solução para o tratamento da doença provocada pela infecção com vírus ébola, um dos mais mortíferos que se conhecem. Desenvolvido por uma equipa de biotecnologia da Universidade de Manitoba (Canadá), este novo tratamento, testado em macacos, neutraliza a proteína da superfície do vírus que este necessita para entrar na célula e infectá-la.
O ébola é um vírus hemorrágico que chega a matar 90 por cento das pessoas que o contraem. Em 1995, um surto no Zaire (actual República Democrática do Congo), da estirpe mais mortífera (chamada, precisamente, zaire), afectou 350 pessoas. Dessas, mais de 250 vieram a falecer. A descoberta está publicada na revista «Science Translational Medicine».
O êxito dos ensaios agora realizados abre novas portas para o desenvolvimento de um tratamento eficaz contra o vírus. A experiência foi feita com macacos da espécie Macaca fascicularis, que estavam infectados com a estirpe mais perigosa do vírus.
Os quatro animais que receberam a primeira das três doses de tratamento nas primeiras 24 horas depois da exposição ao patogénio sobreviveram, enquanto que apenas dois dos quatro animais sujeitos ao tratamento 48 horas depois da infecção ficaram curados.
O composto, denominado ZMAb, só é eficaz, para já, contra a estirpe Zaire, mas não deverá ser muito difícil desenvolver algo parecido para outras estirpes do vírus, acreditam os investigadores.

Artigo: Successful Treatment of Ebola Virus–Infected Cynomolgus Macaques with Monoclonal Antibodies

Fonte: Ciência Hoje - 1 de agosto de 2012

sábado, 28 de julho de 2012

DNA aos pedaços

Cocaína e ecstasy causam danos ao organismo, todos sabem. Mas não se imaginava que uma dose única dessas drogas pudesse causar lesões celulares tão rapidamente. Em testes com animais, a aplicação de uma só dose provocou danos no material genético (DNA) das células que puderam ser detectados uma hora mais tarde, revela estudo de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Instituto de Criminalística de São Paulo, publicado na Addiction Biology. A biomédica Tathiana Alvarenga administrou três diferentes doses de cocaína e três de ecstasy a camundongos e analisou o que aconteceu com as células do sangue, do fígado e do cérebro. A dose mais baixa de cocaína já foi suficiente para avariar o DNA das células do sangue e do cérebro dos animais, enquanto as lesões só foram observadas com as quantidades mais elevadas de ecstasy. Foram efeitos localizados, que provavelmente não alterariam o funcionamento desses órgãos. Mas que devem se disseminar com o uso frequente. “Em muitos casos”, conta Tathiana, “a molécula de DNA havia se rompido, o que pode levar à morte da célula”.

Fonte: Revista Fapesp

Benefícios do café da manhã


Por falta de hábito ou por estarem em briga com a balança, crianças e adolescentes obesos deixam, às vezes, de fazer uma refeição. A prática não é recomendável, especialmente se o café da manhã for a refeição abolida. Um estudo de pesquisadores das universidades Estadual Paulista (Unesp), do Oeste Paulista (Unoeste) e Estadual de Londrina (UEL) indica que não comer na hora certa, em especial a primeira refeição matinal, pode estar relacionado com índices mais elevados de glicose e lípideos nas crianças. O estudo analisou 174 crianças e adolescentes obesos e sedentários (80 meninos e 94 meninas), com idade entre 6 e 16 anos, que moram na cidade de Presidente Prudente, interior paulista (Journal of Pediatrics, 7 de junho de 2012). Menos da metade dos meninos e meninas tomava café da manhã, de longe a refeição que era mais ignorada (apenas 10% não almoçavam e pouco mais de 20% não jantavam). Os pesquisadores acreditam que, ao pularem o café da manhã, as crianças passam um período muito longo sem comer. O mau hábito altera mecanismos neuroendócrinos e estimula a produção pelo estômago da grelina, um hormônio ligado à fome. Dessa maneira, a maior produção de grelina levaria os adolescentes e crianças a terem mais apetite nas demais refeições. Comendo mais no resto dia, teriam índices maiores de açúcar e gordura no sangue do que as pessoas que fazem as três refeições do dia. Em última instância, não tomar café da manhã pode até ser um fato que estimula a obesidade.

Fonte: Revista Fapesp  -  Edição 197 - Julho de 2012

O que é Biomedicina? O que faz um Biomédico?

sexta-feira, 27 de julho de 2012

IX Encontro do Instituto Adolfo Lutz - I Simpósio Internacional de Vigilância

Será realizado o IX Encontro do Instituto Adolfo Lutz - I Simpósio Internacional de Vigilância e Respostas Rápidas, nos dias 21 a 23 de novembro de 2012 no Centro de Convenções Rebouças.

http://www.eial.com.br/

Biomedicina no Globo Universidade


redeglobo.globo.com

Bolsa de Iniciação Científica


PARABÉNS AOS ALUNOS DO CURSO DE BIOMEDICINA METODISTA PELA CONQUISTA DA BOLSA DE INICIÇÃO CIENTÍFICA !!!!!

  • Gabriela Fava
  • Kyvia Nathalia Viana
  • Juliana Vieira Lopes
  • Luana Angélica Janota de Carvalho
SUCESSO!!!!!!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO

FACULDADE DA SAÚDE

CURSO "FUNDAMENTOS EM MICROMANIPULAÇÃO DE GAMETAS E EMBRIÕES"


INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:

terça-feira, 10 de abril de 2012


Preocupada com seu bem-estar, a Policlínica da Universidade Metodista de São Paulo, juntamente com a Faculdade da Saúde, promove, entre os dias 10 e 12 de abril a primeira edição do "Dia + Saúde".
Esta iniciativa que ocorrerá nos três campi, visa educar, orientar, prevenir doenças e promover a saúde com diversas ações dos seus diferentes núcleos de atendimento: Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Odontologia e Psicologia.
Aproveite esta oportunidade para cuidar de sua saúde e conhecer mais sobre os atendimentos prestados na Policlínica.
Confira a programação completa: http://www.metodista.br/dia-mais-saude
Esperamos por você!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Avanços contra o Alzheimer

Medicamento para tratar diabetes é a nova promessa para prevenir e até reverter os danos causados pela doença que afeta a memória.

Por: RICARDO ZORZETTO Edição Revista Fapesp Online março de 2012

Há uma notícia promissora para quem sofre da doença de Alzheimer. Uma série de experimentos conduzidos por uma equipe internacional coordenada pelos neurocientistas Fernanda De Felice e Sergio Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), indica que uma medicação
aprovada em 2005 para tratar o diabetes tipo 2 parece deter e até reverter o avanço do Alzheimer. Descrita há pouco mais de um século pelo patologista alemão Alois Alzheimer, essa enfermidade neurodegenerativa é a mais comum entre os idosos – atinge 36 milhões de pessoas no mundo – e permanece sem cura. As medicações atualmente utilizadas apenas amenizam os sintomas, que se agravam com a evolução da doença.
Em um artigo publicado em 23/3 no Journal of Clinical Investigation, o grupo de Fernanda demonstrou que o medicamento exenatida-4 exerce um efeito protetor sobre os neurônios, as células cerebrais responsáveis pelo transporte e pelo armazenamento de informações, em geral
danificadas no Alzheimer. Administrada a camundongos geneticamente alterados para apresentar os efeitos típicos da doença neurodegenerativa, a exenatida reverteu os danos no cérebro e melhorou a memória dos roedores. Resultados semelhantes estão sendo observados nos experimentos ainda em andamento com macacos cinomolgos, realizados no laboratório de Douglas Munoz na Queen’s University, no Canadá, um dos colaboradores de Fernanda.
Esses resultados, apesar de animadores, devem ser vistos com cautela. Por ora, o efeito neuroprotetor foi demonstrado apenas em animais e em células cerebrais cultivadas em laboratório. Ainda será preciso aguardar os testes com seres humanos – já em andamento no Reino Unido, iniciados por um colaborador do grupo – antes que se possa propor o uso dessa
medicação também para o combate ao Alzheimer. “Somos muito cautelosos”, diz Fernanda. “Mas acredito que tenhamos novos resultados em mais um ou dois anos.” A maioria das pessoas pode estranhar a ideia de usar uma medicação contra o diabetes, que atinge tecidos e órgãos ditos
periféricos, para combater uma enfermidade que afeta o cérebro, no sistema nervoso central. Mas estudos feitos no Brasil e no exterior na última década tornam cada vez mais evidente que as duas enfermidades compartilham um mecanismo bioquímico comum.
Anos atrás o grupo do Laboratório de Doenças Neurodegenerativas da UFRJ, coordenado por Fernanda e Ferreira, seu marido, demonstrou haver um elo em comum entre diabetes e Alzheimer: o aproveitamento inadequado da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. Na maioria dos tecidos do corpo, a insulina ajuda as células a extrair do sangue a glicose (um tipo de açúcar) e a convertê-la em energia. No cérebro, porém, sua ação é diferente. Ao aderir a uma proteína da superfície dos neurônios, a insulina desencadeia as reações químicas que levam à aquisição e à consolidação da memória.
No trabalho do Journal of Clinical Investigation, os pesquisadores explicam agora como a incapacidade de usar a insulina – fenômeno chamado resistência à insulina – se instala no cérebro. Assim como no diabetes, a resistência à insulina surge no Alzheimer como consequência de uma inflamação. Testes com células e com camundongos, feitos pelas pesquisadoras Theresa Bomfim e Leticia Forny-Germano, e com cinomolgos, realizados por Jordano Brito-Moreira, demonstraram que pequenos aglomerados de um peptídeo – os oligômeros beta-amiloide, formados nos estágios iniciais do Alzheimer – estimulam a produção de uma molécula sinalizadora da inflamação que bloqueia o efeito da insulina. “A insulina se conecta ao receptor na superfície dos neurônios, mas a informação que ela emite não segue adiante”, explica Fernanda.
Ela ainda não sabe como o beta-amiloide estimula a produção de moléculas inflamatórias. Mas tanto seu grupo e como o de Konrad
Talbot, da Universidade da Pensilvânia, que também publicou um artigo no dia
23/3 no Journal of Clinical Investigation, já observaram que essas
mesmas moléculas se encontram em níveis muito mais elevados no cérebro de
pessoas com Alzheimer do que no daquelas sem a doença. Com a exenatida,
Fernanda e sua equipe conseguiram restituir a sinalização da insulina nos
neurônios. “Queríamos fazer um trabalho que tivesse a possibilidade de se
transformar rapidamente em uma aplicação clínica para essa doença devastadora”,
conclui.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O que é, o que é? - Neurônios-espelho

Um neurônio-espelho, uma das descobertas mais importantes da neurociência na última década, está ligado à visão e ao movimento. Permite o aprendizado por imitação, já que 
é acionado quando é necessário observar 
ou reproduzir o comportamento de outros 
seres da mesma espécie. Por essa razão, acredita-se, é a base das habilidades sociais dos primatas. “Um neurônio-espelho pode 
ser usado para analisar cenas ou intenções de outros indivíduos”, comenta o neurocientista Stevens Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O neurônio-espelho foi descrito inicialmente em macacos por pesquisadores da Universidade de Parma, na Itália, em 2004. “Técnicas de neuroimagem sugerem 
a existência de células com as
mesmas características no cérebro de humanos”, diz Rehen. Cogita-se, porém, que não seja um privilégio de primatas e possa ser encontrado também em outros animais, como as aves.
Sua localização já está definida – no córtex pré-motor e lobo parietal inferior dos primatas –, mas
ainda há dúvidas sobre o alcance de suas funções. Estudos recentes indicam que 
o neurônio-espelho está ligado à observação 
e imitação das expressões faciais e dos movimentos das mãos e, num estágio seguinte, dos próprios movimentos. O estudo das propriedades dessas células tem ajudado 
a entender a origem de alguns distúrbios neurológicos. O autismo, por exemplo, poderia resultar de disfunções dos neurônios-espelho.
Stevens Rehen, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Fonte: Pesquisa Fapesp – edição on line
Imagem: Daniel Bueno

domingo, 12 de fevereiro de 2012



"A morte do Homem começa no instante que ele desiste de aprender"
(Albino Teixeira)

Queridos calouros, veteranos, professores e funcionários!
Nós da Biomedicina Metodista desejamos à todos um ótimo semestre!!!!!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Como se fossem bebês, cães entendem humanos, diz estudo


Muitas pessoas conversam com seus cachorros como se estivessem se dirigindo a seus filhos. Agora, um novo estudo relata que esses animais têm uma compreensão de uma criança de seis meses a um ano de idade, sendo capazes de compreender a comunicação humana e interpretar intenções de forma correta.
Pesquisadores da Hungria, que publicaram o estudo na revista "Current Biology", mostraram dois vídeos a um grupo de cães.
No primeiro, uma mulher diz "olá, cão", enquanto olha diretamente para a câmera. A mulher então se vira em direção a um contêiner, e o cão segue seu olhar.
No entanto, quando a mulher olha para baixo, e não para a câmera, e pronuncia a mesma frase, o cão não segue seu olhar subsequente.
Para os estudiosos, os cães captam a diferença sutil no comportamento da mulher nas duas situações, diz Adam Miklosi, biólogo comportamental da Universidade Eotvos Lorand de Budapeste, na Hungria, e um dos autores da pesquisa.
O estudo mostra que os cães são capazes de "ler" o comportamento humano, acredita o pesquisador, como os humanos em sua primeira infância.
"Os cães são funcionalmente similares a um bebê", compara Miklosi. "Não sabemos como a mente canina lida com o problema, mas deve ser provavelmente uma maneira diferente do bebê".
Os cães presumivelmente adquiriram esta habilidade após gerações de domesticação. "Estar numa família humana confere aos cães a habilidade de interagir de forma humana", diz Miklosi.
"Você realmente pode tratar seu cão como uma espécie de bebê, coisa que não faria com um bode ou outro animal doméstico", explica.

Fonte: Folha.com - Ciências: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1035053-como-se-fossem-bebes-caes-entendem-humanos-diz-estudo.shtml
Imagem: Ben Stansall/AFP

sábado, 24 de dezembro de 2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Exame de sangue pode detectar mal de Parkinson


Pesquisadores da Universidade de Lancaster afirmam que baixos níveis de uma proteína no sangue pode ser um indicador precoce da doença.

Não existe um teste específico para identificar o mal de Parkinson, doença neurológica que afeta os movimentos. O diagnóstico é feito pela exclusão de outras doenças. Um novo estudo, realizado por cientistas do Reino Unido, pode dar pistas sobre como detectar o Parkinson nos estágios iniciais da doença. Os pesquisadores perceberam que baixos níveis no sangue de uma proteína chamada alfa-sinucleína fosforilada (PAS) estão relacionados ao aparecimento da doença.
A equipe da Universidade Lancaster, liderada pelo biomédico David Allsop, estudou um grupo de pessoas com Parkinson e um outro grupo com pessoas saudáveis da mesma idade. O estudo, publicado no jornal da Federação das Sociedades Americanas de Biologia Experimental, mostrou que o grupo com a doença de Parkinson apresentou altos níveis da substância PAS no sangue. “Um exame de sangue para a doença de Parkinson significa saber se uma pessoa tem risco de desenvolver a doença antes que os sintomas comecem”, afirma Allsop. Por enquanto, o teste é só uma ideia. Outros estudos precisam replicar os resultados encontrados pelos pesquisadores britânicos e parâmetros sobre os níveis da proteína precisam ser determinados.
O distúrbio se desenvolve quando neurônios da área do cérebro denominada substância negra (ou substância nigra) morrem ou deixam de funcionar. Essa região do cérebro produz uma substância chamada dopamina, que é um importante mensageiro químico, ou neurotransmissor. A doença de Parkinson costuma aparecer em maior número em pessoas acima de 50 anos. Os sintomas mais comuns são tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos, desequilíbrio, além de alterar a fala e a escrita. O Mal de Parkinson foi descrito pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson.

Milhões de pessoas ao sofrem com a mal de Parkinson. No final de sua vida o papa João Paulo II mostrou desenvolvimento lento e progressivo da doença. O ex-lutador Muhammad Ali e o ator Michael J. Fox também sofrem de Parkinson. No Brasil, segundo estimativas da Associação Brasileira de Parkinson, existem 200 mil pessoas com a doença.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/noticia/2011/12/exame-de-sangue-pode-detectar-o-mal-de-parkinson.html
Foto: Wojciech Wolak/stock.xchng
Alexandre de Melo

sábado, 17 de dezembro de 2011

“A METODISTA É DA METODISTA”

A Metodista não pode e nem será vendida. A Metodista é da Metodista”. A declaração do diretor-geral do Instituto Metodista de Ensino Superior (IMS) e reitor da Universidade Metodista de São Paulo, professor Marcio de Moraes, foi feita no dia 10 de novembro durante culto em ação de graças pelos 41 anos do IMS. O diretor-geral fez referência a boatos de que a Metodista estaria fechando ou sendo vendida e descartou essa possibilidade:

"Expresso aqui o meu lamento [pelos boatos], mas, mais importante que o lamento é a certeza de que isso não tem como acontecer conosco. Temos uma história que comemoramos hoje 41 anos e que desejamos continuar construindo e escrevendo – afirmou".

CURSO DE BIOMEDICINA: http://www.metodista.br/biomedicina

VESTIBULAR - JANEIRO 2012:

http://www.metodista.br/vestibular/presencial

sábado, 10 de dezembro de 2011


Parabéns aos aprovados no vestibular Metodista - SP
para o curso de Biomedicina!!!!!

www.metodista.br