Os interessados encaminhar e-mail para a Dra. Celi Andrade celis.andrade@gmail.com
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domingo, 4 de setembro de 2016
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
sexta-feira, 16 de maio de 2014
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Técnica permite medir estado consciente: Teste pode impedir que estado vegetativo seja atribuído por engano a pacientes incapazes de reagir
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Equipamento de estimulação magnética transcraniana
aplicado por pesquisador gera uma reação do cérebro detectada pelo
eletroencefalograma e exibida no monitor
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Quando uma pessoa está em coma, sob anestesia ou em
sono profundo, é difícil determinar se ela está ou não consciente. Um caso
extremo da incapacidade de responder a estímulos foi descrito no livro O
escafandro e a borboleta, assim como no filme homônimo, em que a mente
intacta do personagem central estava aprisionada num corpo imobilizado. Em
casos como esse, formas tradicionais de avaliar que a pessoa está alerta, como
pedir que aperte a mão ou pisque os olhos caso esteja ouvindo, não funcionam.
Um novo método que se propõe a verificar de maneira objetiva o nível de
consciência, desenvolvido pelo físico brasileiro Adenauer Casali durante o
doutorado na Universidade de Milão, na Itália, em colaboração com uma equipe
internacional, pode finalmente abrir uma janela sobre a mente de pacientes que
não conseguem se comunicar com o meio externo por limitações cognitivas, sensoriais
ou motoras. A técnica mereceu a capa da edição desta semana (14/8) da revista Science Translational Medicine.
Os pesquisadores associaram a estimulação magnética
transcraniana, uma técnica já usada para outros propósitos no estudo do
funcionamento do cérebro (ver Pesquisa FAPESP nº 131), à detecção de
sinais por eletroencefalograma para avaliar a capacidade de diferentes partes
do cérebro de interagirem e formarem uma percepção ou atividade consciente. “Se
uma região do cérebro diz uma coisa e as outras regiões não podem ouvi-la, a
resposta do cérebro ao estímulo será simples, indicando que a informação foi
perdida no processo de integração. Nessas condições acredita-se que o cérebro,
incapaz de integrar informação, seja também incapaz de sustentar uma cena
consciente”, explica Casali, que acaba de voltar da Itália e desde julho é
pós-doutorando no Instituto do Coração (Incor), da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo.
Para ele, associar a consciência (entendida como a
capacidade cerebral de sustentar experiências subjetivas) à complexidade da
ativação no cérebro é parte do que permitiu o avanço. “É preciso medir a coisa
certa”, afirma. Outros estudos usaram parâmetros como a força ou a extensão da
atividade cerebral, mas sem sucesso. “Durante uma crise epiléptica, a atividade
cerebral pode aumentar, mas a pessoa mesmo assim pode perder a consciência. O
importante não é apenas a força ou a extensão da atividade cerebral, mas sim
quão complexa ela pode ser.”
Com essa ideia em mente, o físico – que quase virou
especialista em teoria das cordas, mas acabou enveredando pela neurociência –
comparou a complexidade da ativação cerebral de 32 voluntários saudáveis em
diferentes níveis de consciência: quando despertos e alertas, dormindo em sono
profundo ou sob efeito de diferentes anestésicos. Os resultados das medições foram
claros: sempre que os sujeitos perdiam a consciência, a complexidade da
ativação cerebral era drasticamente reduzida. Esses parâmetros foram então
comparados aos resultados obtidos em 20 pacientes diagnosticados com diferentes
níveis de consciência, alguns deles vítimas da mesma síndrome de Jean-Dominique
Bauby, autor de O escafandro e a borboleta. “Em dois pacientes capazes
de controlar o movimento de apenas um dos olhos, mas que eram plenamente
conscientes, a medida de complexidade cerebral estava na mesma faixa dos
sujeitos saudáveis e despertos”, conta Casali.
A aplicação clínica de seus resultados é óbvia:
caso entre em uso, a técnica pode evitar que pacientes conscientes sejam
erroneamente classificados como vegetativos. Mas ainda será necessário refinar
o método, que é indolor e não apresenta riscos, em mais pacientes antes que se
possa torná-lo prática corrente nas Unidades de Tratamento Intensivo. O próprio
Casali pretende continuar com essa linha de pesquisa, assim que consiga se
estabelecer de forma mais permanente em alguma instituição de pesquisa
brasileira. “Precisamos apenas do equipamento para coletar os dados, mas essa é
a parte mais fácil”, afirma. O conhecimento para fazer a coleta e análise dos
dados, que requer um longo aprendizado, ele já tem.
Além da aplicação prática, esses resultados também
têm um impacto teórico potencial:a definição de consciência está longe de ser
consenso entre especialistas. Por ser capaz de indicar, com resultados
empíricos diretos, uma forte relação entre consciência e complexidade cerebral,
o enfoque de Casali pode trazer uma contribuição importante para a compreensão
de um dos maiores mistérios da natureza humana.
Artigo científico
CASALI, A.G. et al. A theoretically based
index of consciousness independent of sensory processing and behavior. Science
Translational Medicine, v. 5, n. 198. 14 ago. 2013
Fonte:
Revista Fapesp / Edição Online / agosto de 2013
Por:
MARIA GUIMARÃES
Imagem:
© ADENAUER CASALI/INCOR-USP
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Simpósio de Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada
LOCAL: Instituto Sírio Libanês de Ensino e Pesquisa
domingo, 26 de agosto de 2012
Programa paulista reduz impacto de exame em crianças
Mariana do Espírito Santo, 7, em tomógrafo no Instituto da Criança, em SP, com a mãe
Novo método adotado no Instituto da
Criança do HC permite retirar menos sangue nos testes laboratoriais
Uso de tomógrafo que emite 70% menos
radiação também faz parte do projeto, que servirá de modelo
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CLÁUDIA COLLUCCI - SP
Menos exames, menos radiação, menos sangue coletado. Esse é o mote de um programa de humanização e segurança criado no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, que deve servir de modelo para outros hospitais infantis do SUS.
O projeto envolveu a adoção de um novo
método de análise laboratorial, que diminuiu em até 75% o volume de sangue
coletado nas crianças, e a compra de um tomógrafo que faz exame com 70% menos
radiação.
Em alguns hospitais privados, como o
Sabará (SP), essas tecnologias já existem.
O caso da pequena Alícia, de três
meses, é um exemplo real do impacto da mudança. A menina nasceu com uma
malformação no intestino e já precisou se submeter a nove coletas de sangue.
Se fosse pelo método convencional,
teriam sido retirados 10,8 ml de sangue da garota. Com o micrométodo, que usa
tubos com a metade do tamanho dos tradicionais, foram necessários 5,6 ml, uma
redução de 48%.
Segundo Marcília Sierro Grassi,
neonatologista da UTI do instituto, a mudança de método teve um impacto também
no número de transfusões de sangue. "A Alícia só teve de fazer uma. Se
fosse pelo método convencional, já teria precisado de mais."
Em crianças prematuras, as coletas de
sangue para exames são as principais causas das transfusões. Um bebê de 1 kg
tem 100 ml de sangue circulando no corpo, o que equivale a uma xícara.
"Em cada coleta, a gente tira 10%
[desse volume]. Tem criança que precisa de duas, três coletas por dia",
diz Magda Carneiro-Sampaio, professora titular do instituto e coordenadora do
projeto.
O Instituto da Criança realiza cerca de
18,5 mil coletas de sangue por mês. Em 84% delas, será possível usar o
micrométodo. O restante, exames mais complexos, demanda o método convencional.
TOMOGRAFIAS
Em relação às tomografias, além da
compra do novo aparelho que emite menos radiação, o programa vai também motivar
médicos a pedir o exame só em situações realmente necessárias.
Nos últimos anos, vários estudos vêm
demonstrando uma relação direta da radiação de exames (raios-X e tomografias)
ao aumento do risco de câncer, especialmente quando se trata de crianças.
Isso desencadeou um movimento mundial
que defende a limitação de exames radiológicos na infância e a fabricação de
equipamentos que minimizem a exposição à radiação ionizante.
"Tem muito diagnóstico que pode
ser feito com ultrassom [que não emite a radiação]. Outros nem precisam de
exames de imagem. Basta uma anamnese e um bom exame clínico", diz Magda.
É essa a mensagem que o programa também
pretende propagar entre os residentes que atuam no instituto e no complexo HC.
"Os médicos deixaram de examinar,
a população de deixou de acreditar nos médicos, e o exame tomou conta da
clínica. Isso é uma inversão. A gente quer que o médico pare e pense: 'Será que
um raio-X vai informar mais do que o meu estetoscópio está me dizendo?"
O cirurgião pediátrico Uenis Tannuri,
professor da USP, vai ainda mais longe. "Eu brigo com os meus residentes.
Ando com a pesquisa que relaciona radiação com câncer e fico mostrando para
eles. Não deixo que peçam exames desnecessários. Esse pecado eu não vou levar
para o túmulo."
Testes em miniatura
0,50 ml de sangue é coletado para realizar um hemograma usando
os instrumentos convencionais . 0,25 ml de sangue é coletado para o mesmo exame
com o método especial para crianças
A REDUÇÃO É DE 50% no
volume coletado
100 ml de sangue é o total circulante em um bebê prematuro com
1 kg. 2,8 ml de sangue são coletados para a realização de um exame
que avalia a coagulação. 0,8 ml de sangue é retirado usando o micrométodo, que usa tubos
e uma máquina especial
A REDUÇÃO É DE 71,4% no volume coletado
84% dos 18,5 mil testes de sangue feitos por mês no Instituto da Criança poderão
usar o método.
Fonte: Folha de São Paulo – sábado, 25
de agosto de 2012
Imagem: Karime Xavier/Folhapress
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Palestra Empregabilidade nos Setores de Diagnóstico Por Imagem
Campanha idealizada pelo Instituto Cimas de Ensino tem o intuito de disseminar a prática da solidariedade entre seus alunos, egressos e a comunidade externa interessada na área de Diagnóstico Por Imagem. A adesão à Campanha, bem como o direito de assistir à palestra fica vinculada a doação de 1 quilo de alimento não perecível.A ação é realizada em parceria com o Banco de Alimentos de São Paulo. A arrecadação de alimentos será coletada pelo Banco de Alimentos e distribuída entre as instituições assistenciais cadastradas nos conselhos municipais da prefeitura, ou entre as entidades não registradas, mas reconhecida pelo conselho da cidade como de utilidade pública.
www.institutocimas.com.br/waUpload/004892011113854.jpg
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