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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

AULA MAGNA - PRINCÍPIOS DE NEUROCIÊNCIAS E COMPORTAMENTO


O curso de Biomedicina da Universidade Metodista convida para a aula magna do módulo "Princípios de Neurociências e Comportamento"

Títulos: "As histórias do cérebro: ideias, ciência e a fundação recente das neurociências."

Palestrante: Prof. Dr. Luiz Henrique Santana

Mini Currículo do Palestrante: Psicólogo (UFPA, 2014). Mestre em Neurociência e Cognição (2016). Doutorando em Psicologia Experimental pela USP e colaborador do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology. Colunista do site de divulgação científica em psicologia Comporte-se e Revisor Ad hoc da Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva.

Local: Auditório do Campus Planalto
Data: 07/02/2018 das 19:30 h às 21:00h

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Você sabe o que é Neurociências?

A Neurociência pode ser definida como o estudo do sistema nervoso e a relação entre as funções cerebrais e mentais, para trazer conhecimento a respeito do pensamento, das emoções e do comportamento humano. Tem em sua base, na inter e transdisciplinaridade e a abrangência de utilizar e envolver várias áreas do conhecimento em saúde, sendo uma das áreas científicas que mais se destaca atualmente no país e no mundo.
Tendo em vista essa crescente área do conhecimento e a presença de professores pesquisadores da Faculdade de Saúde da Universidade Metodista de São Paulo, que se inserem nesta área do conhecimento, mas que desenvolviam suas pesquisas de maneira independente, foi criado, em 2010, o Centro de Neurociências.
O Centro de Neurociências é parte integrante da estrutura física do Núcleo de Pesquisas Biológicas da Faculdade da Saúde, contando com cinco laboratórios totalmente equipados para realizar estudos dos efeitos de drogas e das bases neurobiológicas de psicopatologias, por meio de modelos biológicos em animais, como o campo aberto (que permite estudar drogas antiesquizofrênicas, sedativos, hipnóticos, drogas de abuso e comportamentos envolvendo atividade motora ansiedade e memória); labirinto em cruz elevado e esquiva discriminativa (utilizados para o estudo de drogas ansiolíticas e para o estudo das bases biológicas da ansiedade e memória), labirinto aquático do Morris (utilizado para o estudo das bases biológicas de diversos tipos de memória: espacial, curto prazo, memória operacional e memória de longo prazo), caixa de condicionamento ou caixa de Skinner (para investigar fatores interferentes ao aprendizado), aparelho preferência de lugar e experimentos de livre escolha (para estudo de drogas de abuso e seu potencial para dependência, bem como as bases biológicas desse processo), aparelhos de natação forçada (para investigação das bases biológicas da depressão e antidepressivos); cultura de células tumorais (para realização de experimentos envolvendo neuroimunomodulação); aparelho computadorizado para registro de contração de órgãos isolados (para o estudo de órgãos inervados pelo sistema nervoso periférico), técnica de Imunoistoquimica (para identificar importantes estruturas envolvidas em diferentes processos envolvendo o sistema nervoso central e o periférico); aparelhos e equipamentos para avaliação do desenvolvimento físico e neurocomportamental de roedores (para experimentos que investigam os efeitos de drogas durante a gestação e lactação).
Todos esses equipamentos permitem que seis linhas de pesquisas sejam desenvolvidas no Centro de Neurociências:
1.    Oncologia Experimental; 
2.    Estudo dos Mecanismos da Neuroimunomodulação;
3.    Análise Experimental do Comportamento: Animal e Humano;
4.    Estudos Toxicológicos durante o Período Perinatal;
5.    Estudo dos Efeitos Drogas de Abuso e suas bases neurobiológicas; 
6.    Estudo da Plasticidade Neural.


Você sabia que no curso de Biomedicina da Universidade Metodista de São Paulo os alunos desenvolvem projetos de Iniciação Científica na área de Neurociências além de ter na grade o módulo Princípios de Neurociências e Comportamento?

Quer saber mais?

Acesse: 



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

MIT convida para uma nova experiência ensinando princípios fundamentais da neurociência online

Discover what makes your brain tick in this first module of a three-part introductory series in neuroscience.

Manifesto
Let’s face it: MOOCs (Massive Open Online Courses) promise disruption, and yet most of them to date deliver an extremely traditional learning experience. Basically, it’s the big-lecture-hall format, with an internet-sized lecture hall.
However, many of us in higher education never were happy about the big-lecture-hall format in the first place. Lecturing to an audience of hundreds is a impersonal experience for all involved; the interaction is usually almost completely unidirectional, and the material must be lowered to the lowest common denominator. Make no mistake: there are many professors who are masters of this format, who can inspire mass audiences. However, I’d wager that most of them still wish they could engage with their students in a smaller format. The big-hall lecture is a practical necessity, but it is in no way ideal. In many ways, the big lecture is academia’s dirty laundry; many of the most memorable experiences in a Harvard education come from smaller seminar experiences, not to mention interactions with peers.
Our goal is to reboot the MOOC and leverage the advantages of the internet, rather than just shoveling the same old lecture format onto the web. It’s going to be a long journey, and we’re almost certainly not going to get it right the first time, but we’re excited about the possibilities. We invite you to join us in this experiment and we welcome your feedback and help in making an online learning space that lives up to the hype.

ABOUT THIS COURSE:
MCB80x: Fundamentals of Neuroscience is a three part course that explores the structure and function of the nervous system — from the microscopic inner workings of a single nerve cell, to the staggering complexity of the brain, and beyond to the social interactions and societal dynamics that our brains make possible. We’ll take a look at how our nervous system enables every part of human experience — our senses, movement, personality, emotion — and how drugs and disease can alter and disrupt normal function.
In this first module (MCB80.1x) we’ll look at how individual neurons use electricity to transmit information. We’ll invite you to build up a neuron, piece by piece, using interactive simulations, and we’ll take you on field trips in and around Harvard and Boston, bring you into the lab, and show you how to conduct DIY neuroscience experiments on your own.

CLASSES START:
October 31th, 2013.

WEBSITE:
http://www.mcb80x.org/

Massive Open Online Course: Fundamentals of Neuroscience, MIT.
Fundamentals of Neuroscience, Part I

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Pesquisadores criam memória falsa em camundongos



Novo estudo ajuda a compreender como uma memória real pode ser alterada no momento em que é relembrada

Cientistas conseguiram implantar no cérebro dos roedores uma memória traumática falsa, fazendo com que eles passassem a sentir medo de um ambiente completamente seguro (Thinkstock)
 Os cientistas sabem há bastante tempo que as memórias não são confiáveis. Uma série de pesquisas já mostrou que as lembranças de eventos reais podem ser irremediavelmente alteradas no cérebro humano — e o que resta é uma memória falsa, guardando pouca relação com o que, de fato, aconteceu. O que os pesquisadores não sabem, no entanto, é qual o exato mecanismo pelo qual uma lembrança se transforma em fantasia. Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira na revista Science traz novas pistas sobre o tema. No estudo, cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) conseguiram, pela primeira vez, implantar uma memória falsa no cérebro de camundongos, representando fatos traumáticos que eles não viveram.

O meio pelo qual uma a lembrança é armazenada no cérebro é um debate antigo entre os cientistas. As pesquisas mais recentes indicam que elas são registradas através de mudanças químicas e físicas em conjuntos específicos de neurônios, chamados engramas. Segundo os pesquisadores, esses grupos de neurônios parecem funcionar como peças de Lego: cada vez que um evento é relembrado, o cérebro reconstrói o passado a partir desses tijolos de dados. Mas, cada vez que a memória é acessada, ela pode ser “montada” de um jeito diferente — o que permite distorções.

No ano passado, os mesmos cientistas do MIT haviam desenvolvido um método para localizar no cérebro de camundongos os neurônios responsáveis por uma memória específica. Usando uma técnica chamada optogenética — que torna algumas células do corpo sensíveis a raios de luz —, eles marcaram a localização desses neurônios e, ao aplicar pulsos localizados de luz, mostraram que era possível ligá-los e desligá-los, ativando e desativando as memórias associadas.

Dessa vez, eles usaram a mesma técnica para acessar uma memória antiga e alterá-la, fazendo o animal "recordar" algo que ele nunca viveu. "Estudos anteriores foram incapazes de descobrir quais as regiões e os circuitos cerebrais responsáveis pela geração de falsas memórias. Nosso experimento fornece o primeiro modelo animal no qual memórias falsas e verdadeiras podem ser investigadas diretamente”, diz Susumu Tonegawa, professor de biologia e neurociência no MIT e um dos autores do estudo.

Enganando o cérebro — A primeira fase do estudo se concentrou em criar uma memória real nos camundongos. Eles foram colocados em uma caixa segura e puderam explorar o local livremente. Enquanto se locomoviam pelo ambiente, os pesquisadores examinaram seu cérebro, identificando quais neurônios eram responsáveis por registrar as memórias dessa caixa.

No dia seguinte, os animais foram colocados em uma segunda caixa, onde foram submetidos a dolorosos choques elétricos nos pés. Ao mesmo tempo, os cientistas usaram as técnicas da optogenética para ativar os neurônios que haviam registrado as memórias da primeira caixa.

No terceiro dia, os camundongos foram colocados de volta na primeira caixa. Em vez de voltarem a explorar o local, os animais ficaram paralisados de medo. Eles não se lembravam mais que o ambiente era seguro e passaram a associar o ambiente aos choques. Ou seja: ao ativar as memórias da primeira caixa em um momento de dor, os pesquisadores conseguiram alterar o conteúdo da lembrança, forjando assim uma falsa recordação.

Segundo os cientistas, o experimento explica como, nos seres humanos, as memórias de determinado fato podem ser alterados pelo simples ato de relembrá-las. "Assim como aconteceu com os ratos, uma experiência do passado pode ser associada a um evento adverso ou prazeroso que a pessoa esteja sentindo no momento da lembrança, formando uma falsa memória", disse Tonegawa.

A pesquisa foi realizada em três etapas. Na primeira, o animal foi colocado em uma caixa segura e os pesquisadores registraram quais os neurônios envolvidos nas lembranças desse ambiente. Na segunda, o animal tomou choques elétricos enquanto as lembranças do primeiro ambiente eram ativadas. Por fim, ele foi colocado de volta na primeira caixa, onde ficou com medo de tomar choques, embora isso nunca tenha acontecido ali — só em suas memórias
Fantasia e realidade — A técnica ainda é muito rudimentar e invasiva para ser aplicada em seres humanos. Mesmo que algum dia seja segura o suficiente para isso, ainda não está claro se poderá ser usada para manipulações complexas de memória como as mostradas nos filmes Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, O Vingador do Futuro e Blade Runner.


Ainda assim, a pesquisa desperta uma série de questões científicas e filosóficas. Ao questionar a realidade das lembranças e ao sugerir a possibilidade de inventá-las, os pesquisadores colocam em cheque a própria memória humana, fundamental para a construção da identidade e a compreensão do mundo. “Nosso experimento mostra o quão reconstrutivo é o processo da memória. Uma lembrança não é uma cópia em papel carbono da realidade, mas sim uma reconstrução constante do mundo”, diz Steve Ramirez, pesquisador do MIT que também participou do estudo.

Fonte: Revista Veja julho/2013

domingo, 17 de março de 2013

Desacoplamento de neurônios pode ser estratégia de neuroproteção

Experimento feito na UFABC mostra que é possível deter o espalhamento da morte celular a partir da reversão do acoplamento entre as células nervosas, que normalmente é responsável pelas sinapses elétricas


Agência FAPESP – Além das conhecidas sinapses químicas – que permitem a interação entre as células nervosas, envolvendo neurotransmissores e receptores –, os neurônios também se comunicam com sinapses elétricas. Nesse tipo de sinapse, correntes de íons passam diretamente de uma célula a outra por meio de canais conhecidos como “junções comunicantes”, produzindo um acoplamento entre os neurônios.
Uma pesquisa realizada por pesquisadores brasileiros mostrou que desacoplar os neurônios pode ser uma estratégia simples e eficaz para a neuroproteção – isto é, interromper processos de morte celular relacionados a doenças neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer e epilepsia.

O estudo, publicado na revista PLoS One, foi liderado pelo professor Alexandre Kihara, coordenador da pós-graduação em Neurociência e Cognição da Universidade Federal do ABC (UFABC). O trabalho foi realizado com apoio da FAPESP por meio do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes.
Além de Kihara, participaram da pesquisa seus orientandos de doutorado Vera Paschon e Guilherme Higa – ambos bolsistas da FAPESP –, além dos professores Luiz Roberto Britto, do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), e Rodrigo Resende, do Departamento de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo Kihara, embora sejam historicamente menos estudadas que as sinapses químicas, sabe-se hoje que as sinapses elétricas são fundamentais em diversas funções fisiológicas e cognitivas, como desenvolvimento, aprendizado, memória e percepção. Estudos recentes têm mostrado, também, que a participação das junções comunicantes no acoplamento entre os neurônios está relacionada com o espalhamento da apoptose, ou morte celular.

“Na apoptose, que é um processo comum a todas as doenças neurodegenerativas, o neurônio altera sua programação interna para ‘se suicidar’. Ocorre que, se um neurônio em apoptose estiver acoplado com um neurônio sadio – como mostra nosso estudo –, esse acoplamento permite a passagem de determinadas moléculas que aumentam a probabilidade de o neurônio sadio entrar em apoptose também”, disse Kihara à Agência FAPESP.

Segundo Kihara, no entanto, os cientistas ainda estão investigando quais são as moléculas envolvidas no espalhamento da apoptose por meio do acoplamento entre os neurônios. Além de tradicionais segundos mensageiros – como IP3, um importante sinalizador de cálcio – , o grupo da UFABC levanta a hipótese de que os microRNAs (miRNAs) podem estar envolvidos no processo.

“Os miRNAs regulam negativamente a tradução e representam uma camada adicional de controle entre o RNAm e as proteínas. A proposta de que miRNAs possam trafegar por junções comunicantes é considerada muito ousada. No entanto, ninguém conseguiu levantar argumentos concretos contra a hipótese, enquanto nós já temos alguns indícios a favor”, disse Kihara.

Para que ocorra um trânsito de moléculas entre as células, não basta que elas estejam acopladas. É preciso também que existam gradientes – isto é, que um dos neurônios acoplados tenha uma concentração de moléculas maior que o outro. Sendo assim, os pesquisadores usaram a estratégia de gerar gradientes a partir de lesões feitas com agulhas finíssimas nas retinas de galos.

A lesão era focada o suficiente para produzir a morte celular em um ponto específico do tecido, sem afetar o entorno, gerando um gradiente. Esse acoplamento foi manipulado farmacologicamente com diversas drogas. Quando os fármacos desacoplavam os neurônios, os pesquisadores observaram uma redução do espalhamento da morte celular.

“A estratégia foi produzir uma lesão aguda e localizada, com o intuito de gerar gradientes de concentração no tecido, para em seguida desacoplar bioquimicamente os neurônios. Para isso, uma dupla abordagem foi realizada, combinando lesões de retina in vivo e explantes de retina, modelo in vitro, mais adequado que as tradicionais culturas de células”, explicou Kihara.

Aplicação potencial

A estratégia de neuroproteção utilizando diferentes moléculas que desacoplam neurônios foi também capaz de regular negativamente genes pró-apoptóticos como as caspases. “A estratégia se mostrou tão eficiente que foi reproduzida in vivo, resultando em diminuição da área afetada e da morte neuronal”, disse Kihara.

“Mostramos também que os neurônios que estão em apoptose mantêm a expressão de conexinas – que são proteínas responsáveis por formar os canais de junções comunicantes, permitindo a ocorrência do acoplamento. Isso é importante, porque assim pudemos eliminar a hipótese de que um neurônio em processo de apoptose pudesse deixar de expressar as proteínas que formam o canal de acoplamento”, disse.

Segundo Kihara, a partir de agora os estudos irão investigar a hipótese de que os miRNAs transitem pelos canais de junções comunicantes e participam do processo de espalhamento da apoptose entre células acopladas.

A equipe que trabalhará com essa hipótese terá a participação de Erica de Sousa, aluna de graduação da UFABC e autora de um capítulo sobre miRNAs no livro Sinalização de Cálcio: Bioquímica e Fisiologia Celulares, que será lançado no início de outubro, no 1º Simpósio Brasileiro de Sinalização de Cálcio: Bioquímica e Fisiologia Celulares, na UFMG.

De acordo com Kihara, os estudos continuarão também a explorar as possibilidades de utilizar o desacoplamento de neurônios como estratégia de neuroproteção, com potencial aplicação no tratamento de doenças neurodegenerativas.

“Continuaremos investigando como e quando fazer isso de forma mais eficiente dependendo da doença. Mas acreditamos que uma nova porta foi aberta para estudos em neurodegeneração”, disse.

O artigo Blocking of Connexin-Mediated Communication Promotes Neuroprotection during Acute Degeneration Induced by Mechanical Trauma, de Vera Paschon e outros, pode ser lido na PLoS One em www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0045449
Fonte: Revista Fapesp por Fábio de Castro

E com muito orgulho compartilhamos com todos,  que apesar de não terem participado diretamente deste estudo a Biomedicina Metodista se faz presente neste importante grupo de pesquisa da UFABC liderado pelo Dr. Alexandre Kihara. 

Nossas representandes são: Dra. Érika Reime Kinjo que faz seu pós-doutorado e a aluna de Iniciação Científica Bianca A. Santos, que em breve estará no mestrado! Parabéns!!!!!!

ORGULHO DE SER BIOMEDICINA METODISTA!