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terça-feira, 1 de abril de 2014

Pesquisa identifica gene associado ao ganho de peso

Relações de regulação entre zonas distantes no DNA desviavam a atenção para um suspeito incorreto
 
Gene chamado de IRX3  poderia ser o maior responsável pelo ganho de peso
Gene chamado de IRX3 poderia ser o maior responsável pelo ganho de peso
 
Na busca por culpados pelo excesso de peso, um gene conhecido como FTO ganhou destaque nos últimos anos. Mais especificamente, alterações numa região sem função conhecida, já que não participa da produção da proteína codificada por aquele gene. Um artigo publicado em 12/3 no site da revista Nature, porém, desvia o foco e explica por que não se conseguia estabelecer uma conexão entre mutações nessa região, um íntron, e a função do FTO. “Estávamos procurando os efeitos no gene errado”, diz o geneticista brasileiro Marcelo Nóbrega, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. O estudo coordenado por ele mostrou que alterações na parte não codificante do FTO na verdade afeta o funcionamento de outro gene bem distante na fita do DNA, chamado de IRX3. No material genético, este assume agora o topo do pódio como o maior responsável pelo ganho de peso.
Mas não adianta jogar toda a culpa nele como justificativa para comer grandes quantidades de doces e deixar de fazer exercícios. “O efeito dessas variantes genéticas no peso são modestos: se você as tiver, é cerca de 3 quilogramas mais gordo do que se não as tiver”, explica Nóbrega. Segundo ele, duas em cada três pessoas têm pelo menos uma cópia dessa alteração em seu gene FTO, e uma em cada seis tem ambas as cópias alteradas, aumentando o risco de ganho excessivo de peso.
O trabalho do laboratório de Nóbrega se baseia na noção que emergiu de inúmeros estudos anteriores que examinaram o genoma inteiro em busca de genes que afetam características específicas: mais importante do que as porções dos genes que contêm o código para alguma proteína são as regiões antigamente conhecida como DNA-lixo por não ter função conhecida. Hoje se sabe que elas atuam na regulação de outros genes, e é o que o grupo de Chicago e colaboradores mostram no caso específico da obesidade. O feito raro do trabalho é desvendar os mecanismos pelos quais o gene está associado ao efeito, o que depende de procedimentos experimentais complexos.
Para isso, eles usaram abordagens múltiplas. Encontraram a interação entre o funcionamento do FTO e do IRX3 em embriões de camundongo e de peixe-paulistinha, o zebrafish, no cérebro de camundongos adultos e em células humanas, um indício de que do ponto de vista evolutivo a relação entre esses genes é antiga. Em 153 amostras de células cerebrais humanas, os pesquisadores mostraram que a expressão do IRX3 de fato afeta a produção de substâncias associadas à obesidade, ao contrário do que observaram para o FTO. Por fim, produziram camundongos com defeito no IRX3 e observaram que eles são mais magros do que os normais, caracterizados por um metabolismo mais rápido e um acúmulo menor de gordura. Eles na verdade tendem a produzir um tipo de gordura não associado ao sobrepeso, a marrom.
Os resultados são um passo na compreensão da influência genética sobre a tendência a ganhar peso, mas Nóbrega é realista quanto à possibilidade de se desenvolver novos medicamentos emagrecedores com base em suas descobertas. “No momento não tem nenhuma e é possível que continue a não ter”, afirma. “Tendo dito isso, é exatamente o que estamos agora investigando e investindo.”
Um aspecto importante do trabalho é dar um exemplo de como investigar associações entre o genoma e determinadas características. “Acreditamos que há um número grande de histórias parecidas com a do FTO-IRX3, em que uma avaliação mais cuidadosa acabará por revelar que o gene-alvo das variantes associadas a um traço não era o que a comunidade acreditava”, diz Nóbrega. Estudos desse tipo ajudam cada vez mais a entender a complexidade dos sistemas de regulação embutidos no material genético.
 
Artigo científico
SMEMO, S. et al. Obesity-associated variants within FTO form long-range functional connections with IRX3. Nature. on-line 12 mar. 2014
 
Fonte: Revista Fapesp on line - março de 2014
Por: MARIA GUIMARÃES

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A saúde nos tempos do imperador: Análise de ossadas revela o perfil de doenças que atingiram diferentes populações do Rio de Janeiro entre os séculos XVII e XIX


© LÉO RAMOS
Ossada no Cemitério dos Pretos Novos: parte dos escravos já chegava ao Brasil com a bactéria da tuberculose
Ossada no Cemitério dos Pretos Novos: parte dos escravos já chegava ao Brasil com a bactéria da tuberculose
Uma equipe de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está decifrando as condições de saúde da população do Rio de Janeiro nos períodos colonial e imperial. E dois resultados obtidos recentemente chamam a atenção. O primeiro é que as doenças causadas por vermes eram bastante disseminadas: afetavam os pobres, que sabidamente viviam em ambientes insalubres, e também os ricos, que em princípio estariam mais protegidos por disporem de melhores condições sanitárias. Já o segundo resultado atribui uma possível nova origem para a tuberculose dos escravos africanos. Apresentado em maio deste ano na revista Emerging Infectious Diseases, ele indica que ao menos parte dos negros já teria chegado ao Brasil com a infecção, e não se contaminado depois de aportar no Rio, a então capital do país.
O grupo coordenado pela bióloga Alena Mayo Iñiguez na Fiocruz chegou a essas conclusões depois de realizar análises genéticas e parasitológicas em esqueletos humanos encontrados nos últimos anos em três sítios arqueológicos do Rio: o cemitério dos Pretos Novos, o da Praça XV e o da Igreja Nossa Senhora do Carmo. Hoje confinados em uma área relativamente pequena no centro da capital fluminense – o da Praça XV e o do Carmo ficam a poucas quadras de distância um do outro, na área mais central da cidade, enquanto o dos Pretos Novos está a cerca de 2 quilômetros a noroeste dali, na zona portuária –, esses antigos cemitérios receberam no passado os restos mortais de pessoas de origens sociais bem distintas. Por essa razão, as informações extraídas dessas ossadas permitem agora entender melhor como viviam e morriam os moradores do que foi o maior e mais importante centro comercial do país nos períodos colonial e imperial.
Nos séculos XVIII e XIX o cemitério da Praça XV de Novembro recebeu corpos de pessoas de todas as classes sociais, sobretudo das que morriam durante as epidemias, motivo pelo qual ele dá uma ideia geral do estado de saúde da população carioca na época. “Nessas ossadas identificamos marcadores genéticos de ameríndios, europeus e africanos”, conta Alena, pesquisadora do Laboratório de Biologia de Tripanosomatídeos do Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz, e coordenadora dos estudos.
© LÉO RAMOS
Cemitério nobre: sítio arqueológico na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, onde eram enterrados os abastados
Cemitério nobre: sítio arqueológico na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, onde eram enterrados os abastados
A análise do material coletado de 10 pessoas mostrou que 80% delas apresentavam infecção por parasitas intestinais – em especial, vermes e protozoários. Os parasitas mais comuns eram os vermes do gênero Trichuris. De corpo alongado e com até 4 centímetros de comprimento, esses vermes vivem nos intestinos e, em grande número, podem causar sangramentos e anemia – além deTrichuris, também foram achados ovos de tênia e de lombriga. O grupo de Alena encontrou ovos de Trichuris em 70% das amostras estudadas. De acordo com os pesquisadores, essa taxa de infecção é até conservadora, uma vez que o material havia sido lavado antes de ser analisado. No caso dos cemitérios da Praça XV e dos Pretos Novos, o grupo da Fiocruz teve de trabalhar com o material coletado em operações de salvamento arqueológico, parte encontrada durante as obras de revitalização da zona portuária da cidade, enquanto na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a antiga Sé do Rio, as amostras foram analisadas no próprio local em que foram encontradas durante a restauração do prédio em 2007. “Fizemos a coleta com foco na pesquisa genética”, conta Alena. Depois de estudados, os ossos foram reenterrados.
Na Igreja Nossa Senhora do Carmo, onde entre os séculos XVII e XIX eram sepultados os mortos das famílias abastadas, em geral de origem europeia, a taxa de infecção foi de apenas 12%. Apesar de mais baixo, o número surpreendeu os pesquisadores. “A variedade de parasitas encontrada ali é igual à observada na Praça XV”, diz Alena. “Isso mostra que todos, ricos e pobres, estavam expostos ao mesmo ambiente e aos mesmos riscos.”
© LÉO RAMOS
Igreja de Nossa Senhora do Carmo
Igreja de Nossa Senhora do Carmo
Doença de europeu
No caso da tuberculose, porém, os pesquisadores encontraram um padrão oposto ao das verminoses. A doença pulmonar causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis era bem mais comum entre as pessoas mais ricas do que entre as pobres. A farmacêutica Lauren Jaeger, aluna de doutorado de Alena, e o restante da equipe identificaram material genético da bactéria da tuberculose nos restos humanos de 17 dos 32 indivíduos (quase todos descendentes de europeus) encontrados na Igreja Nossa Senhora do Carmo e identificados pela equipe do arqueólogo Ondemar Dias, do Instituto de Arqueologia Brasileira. Já entre os negros enterrados no Cemitério dos Pretos Novos a taxa de infecção por tuberculose foi de 25%, segundo estudo feito em parceria com a paleopatologista Sheila de Souza, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fiocruz.

Na opinião dos pesquisadores, a frequência maior de tuberculose entre os descendentes de europeus condiz com a situação histórica, já que naquele período a prevalência da enfermidade era alta na Europa. “Os europeus exerceram um papel importante na disseminação dessa doença no Novo Mundo”, conta Alena.
Embora não se possa negar a influência europeia no espalhamento da tuberculose, a análise dos restos mortais dos escravos enterrados no Cemitério dos Pretos Novos está levando os pesquisadores a repensar uma crença antiga: a de que a África era um continente livre da enfermidade e que os escravos trazidos para o Brasil só se infectaram aqui.
Morte ao chegar
Redescoberto em 1996 durante a reforma de uma casa no bairro da Gamboa, quando operários abriram sondagens para fazer o alicerce e encontraram milhares de dentes e fragmentos de ossos humanos, o Cemitério dos Pretos Novos recebeu de 1769 a 1830 os negros que morriam durante a longa travessia do Atlântico ou logo depois de aportar no país. Nesse cemitério, os corpos eram atirados em valas comuns, pouco profundas. Muitas vezes eram macerados com tocos de madeira, o que torna a identificação dos esqueletos difícil – uma análise do material realizada pela equipe do bioantropólogo Ricardo Ventura Santos sugere que a maioria dos ossos encontrados ali era de homens que morreram quando tinham entre 18 e 25 anos de idade (ver Pesquisa FAPESP nº 190).

“Como esses escravos nem saíam do porto, só podem ter vindo infectados”, diz Sheila, coautora do estudo publicado na Emerging Infectious Diseases. “Essa condição de portadores da bactéria certamente aumentava o risco de essas pessoas adoecerem mais tarde, sob as duras condições de vida que levavam em regime de escravidão.” Até o momento, porém, não é possível saber se o contágio ocorreu no contato com os europeus na África ou mesmo antes, com cepas mais antigas da bactéria que já poderiam circular por lá.
Alena e seu grupo esperam encontrar a resposta para essa dúvida nos próximos anos. Para isso precisam aplicar testes moleculares que permitam comparar o DNA das bactérias encontradas nos restos mortais do Cemitério dos Pretos Novos com as de cepas modernas da doença. “Estamos adaptando algumas técnicas de biologia molecular para trabalhar com o material antigo”, diz Alena. “Além de permitir identificar os parasitas que afetavam aquelas populações, o estudo das sequências de DNA permite fazer uma análise da evolução [desses patógenos] e comparar com bactérias que circulam hoje.”
Artigos científicos
JAEGER, L.H. et al. Mycobacterium tuberculosis complex in remains of 18th–19th century slaves, Brazil. Emerging Infectious Diseases. v. 19, n.5. 5 mai. 2013.
JAEGER, L.H. et al. Paleoparasitological results from XVIII century human remains from Rio de Janeiro, Brazil. Acta Tropica. v. 125, n.3, p. 282-286. mar. 2013.
JAEGER, L.H. et al. Mycobacterium tuberculosis complex detection in human remains: tuberculosis spread since the 17th century in Rio de Janeiro, Brazil.Infection, Genetics and Evolution. v. 12, n.4, p. 642-648. jun. 2012.

Fonte: Revista Fapesp - por Salvador Nogueira e Ricardo Zorzetto/ set 2013


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Teste do pezinho detecta risco de câncer raro

Uma pesquisa de médicos do Paraná usou o teste do pezinho para diagnosticar a predisposição ao câncer em recém-nascidos.

O exame, obrigatório no país todo, detecta doenças que podem levar a deficiências intelectuais.

O resultado do trabalho, realizado entre 2006 e 2010, foi publicado nesta semana no "Journal of Clinical Oncology" e mostra que o diagnóstico precoce feito com o teste contribui decisivamente para a cura da doença.

Os médicos usaram a mesma gota de sangue colhida para o exame comum para procurar uma mutação genética que indica predisposição ao câncer, em especial ao tumor de córtex adrenal.

Trata-se de um tipo raro de câncer da glândula adrenal e cuja incidência é maior na faixa que vai do Rio Grande do Sul ao sul de Minas Gerais, onde atinge quatro crianças por milhão, 15 vezes a média mundial. As causas disso estão em estudo.



Das cerca de 500 crianças com resultado positivo para a mutação, 17 tiveram câncer, com taxa de sobrevivência de 80%. O comum é de 50%.

No caso dos pacientes que fizeram o acompanhamento com regularidade, o percentual de cura foi de 100%.

Entre os casos, destaca-se o de Kauan Barros Gomes, 5, que recebeu o diagnóstico aos dez meses de idade. Na época, o tumor tinha 0,6 cm --é o menor já relatado na literatura médica até hoje.

Segundo o coordenador da pesquisa, o médico Bonald Figueiredo, do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, outros 700 casos de câncer foram identificados.

"É uma multidão que passa a ficar atenta a qualquer sintoma, o que aumenta as chances de diagnóstico precoce e de cura", diz.

Para os pesquisadores, o estudo abre caminho para que sejam implantados outros programas de vigilância em saúde pública a partir do teste de DNA. No Paraná, o governo estuda decretar a obrigatoriedade do exame.

"Dá para estender a mesma rotina a outras doenças, de acordo com a incidência regional", afirma a pediatra Maria José Mastellaro, do Centro Infantil Boldrini, de Campinas (SP), que realiza uma pesquisa semelhante.

O rastreamento genético, porém, é questionado. Críticos ponderam que é preciso assegurar que os benefícios do teste compensem os impactos do rastreamento.

"O teste não identifica a doença em si, mas uma predisposição. Vai submeter um grande número de pessoas a um estresse que, para a maioria, será desnecessário", diz o endocrinologista Daniel Freire, do HC da USP.

Das crianças testadas no Paraná, só 0,27% apresentavam a mutação. Destas, só 3% tiveram câncer.

Para Figueiredo, os benefícios do aconselhamento genético e da prevenção do câncer na família compensam os impactos. "Um quarto dos membros da família terá a mutação", diz.

Fonte: Folha de São Paulo
Por: Estelita Hass Carazzai

Imagem: Editoria de Arte/Folhapress

sábado, 28 de julho de 2012

DNA aos pedaços

Cocaína e ecstasy causam danos ao organismo, todos sabem. Mas não se imaginava que uma dose única dessas drogas pudesse causar lesões celulares tão rapidamente. Em testes com animais, a aplicação de uma só dose provocou danos no material genético (DNA) das células que puderam ser detectados uma hora mais tarde, revela estudo de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Instituto de Criminalística de São Paulo, publicado na Addiction Biology. A biomédica Tathiana Alvarenga administrou três diferentes doses de cocaína e três de ecstasy a camundongos e analisou o que aconteceu com as células do sangue, do fígado e do cérebro. A dose mais baixa de cocaína já foi suficiente para avariar o DNA das células do sangue e do cérebro dos animais, enquanto as lesões só foram observadas com as quantidades mais elevadas de ecstasy. Foram efeitos localizados, que provavelmente não alterariam o funcionamento desses órgãos. Mas que devem se disseminar com o uso frequente. “Em muitos casos”, conta Tathiana, “a molécula de DNA havia se rompido, o que pode levar à morte da célula”.

Fonte: Revista Fapesp

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Gatos fluorescentes contra a AIDS?



Gatos geneticamente modificados para brilhar no escuro estão sendo usados para desvendar a AIDS. Os cientistas inseriram um gene nos gatos que os ajuda a resistir à forma felina da doença.
Os pesquisadores também inseriram nos animais um gene que produz uma proteína fluorescente chamada GFP. Esta proteína, produzida naturalmente em águas-vivas, é comumente utilizada nesta área de pesquisa para monitorar a atividade de genes alterados.
“Fizemos isso para marcar células facilmente, só de olhar sob o microscópio ou brilhar uma luz no animal”, explicou o Dr. Eric Poeschla.
O gene antiviral vem de um macaco rhesus, e produz uma proteína chamada fator de restrição, que pode resistir ao vírus da AIDS. A equipe americana e japonesa, em seguida, transferiu este gene, junto com a proteína GFP, em ovos felinos, conhecidos como oócitos.
O método funcionou tão bem que quase todos os descendentes dos ovos modificados tinham os genes de restrição. E as proteínas foram produzidas ao longo corpos dos gatos.
Os pesquisadores descobriram que houve redução de replicação do vírus da AIDS felino, conhecido como vírus da imunodeficiência felina (FIV). Assim como o vírus da imunodeficiência humana, ou HIV, o FIV trabalha exterminando as células-T.
Em humanos e gatos, proteínas chamadas fatores de restrição que normalmente combatem as infecções virais são indefesas contra o HIV e o FIV, porque os vírus evoluíram potentes antiarmas.
Mas as versões do macaco de alguns desses fatores de restrição são capazes de combater o vírus. Até agora, a equipe apenas testou células colhidas de animais, e descobriu que elas eram resistentes à FIV. Mas eventualmente, eles planejam expor os gatos ao vírus e ver se eles estão protegidos.
“Se pudermos mostrar que somos capazes de conferir proteção a esses animais, isso nos daria um monte de informações sobre como proteger os seres humanos”, afirmou Poeschla.

Fonte: http://hypescience.com

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

CURSO DE ANÁLISE FORENSE DE DNA

CURSO DE ANÁLISE FORENSE DE DNA


24 DE SETEMBRO DE 2011 (SÁBADO) - HORÁRIO DAS 09:00 ÀS 18:00

HOTEL MERCURE – RUA MAESTRO CARDIM, 407 – PARAÍSO – SÃO PAULO – SP
(PROXIMO AO METRO SÃO JOAQUIM)

PÚBLICO ALVO

Estudantes e Profissionais das áreas de Farmácia e Bioquímica; Ciências Biológicas, Biomedicina, Biotecnologia e demais interessados.

PROGRAMAÇÃO

• COLETA DE VESTÍGIOS BIOLÓGICOS EM LOCAIS DE CRIME
• EXAMES PRELIMINARES
• EXTRAÇÃO DO DNA
• QUANTIFICAÇÃO E AMPLIFICAÇÃO DE DNA
• ELETROFORESE CAPILAR
• ANÁLISE DE PERFIS GENÉTICOS
• MODELOS DE LAUDOS
• ESTUDO DE CASO COM CÁLCULOS ESTATÍSTICOS BÁSICOS (EXERCÍCIO INTERATIVO)

PALESTRANTE:
• Dra. Ana Cláudia Pacheco:

Perito Criminal do Laboratório de DNA Forense do Núcleo de Biologia e Bioquímica do Instituto de Criminalística de SP / Professora de Biologia Forense da Academia de Polícia Civil do Estado de São Paulo.

INVESTIMENTO:

Profissionais..........................................................................................R$ 180,00 (Pago em 2 vezes)*

Estudantes (Graduação e Pós Graduação).......................................R$ 100,00 (Pago em 2 vezes)*

* Desconto para Grupos de 5 estudantes (R$ 90,00 cada); Grupos de 3 Profissionais (R$ 140,00 cada)*
Para grupos maiores de 15 participantes, favor entrar em contato com a empresa para descontos especiais


INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:


• Para a realização das inscrições basta acessar nosso site
www.renovacursos.com.br e preencher a ficha de inscrição do Curso que deseja realizar.



segunda-feira, 16 de maio de 2011

Casal de negros fica chocado com o nascimento de filho branco e loiro


"Uma possível mutação genética fez com que o filho de um casal negro nascesse com a pele branca e cabelos louros no Reino Unido. De acordo com os médicos do hospital Leicester Royal Infirmary, o bebê não é albino, talvez tenha ocorrido apenas uma ligeira mutação. As informações são do jornal inglês Daily Mail.

Em entrevista ao jornal, Francis Tsibangu relatou que no momento que viu seu filho, o primeiro pensamento foi, 'Uau, é realmente meu?". Até os médicos do hospital ficaram chocados com a criança loira, filha de dois negros.

Segundo Francis, que é do Congo, as dúvidas acabaram quando ele olhou para sua esposa e ao abaixar para beijar o bebê pôde ver que ele tem os lábios de sua mulher e o nariz igual ao dele. "Pude ver que ele se parecia comigo e Arlette", relatou Francis.

Arlette confessou que no momento que Daniel nasceu a reação na sala de operações foi chocante, todos ficaram em silêncio. "Os olhares nos rostos dos médicos e das enfermeiras diziam tudo. Todo mundo estava se perguntando porque eu tinha um bebê branco", contou.

Francis conluiu relatando que nunca houve problemas de infidelidade entre dois e que sobre as suspeitas que irão acontecer, ele não se importa. “Eu sei que vai existir quem diga que minha mulher teve um caso, mas eu confio nela completamente e sei que isso não aconteceu. Mesmo se ela tivesse se envolvido com um homem branco, o bebê nasceria mestiço, com os cabelos pretos, por exemplo, e não lisos e louros como os de Daniel", frisou.

O casal já tem um menino de dois anos, Seth, cujas características refletem a ascendência Africana. Nenhum teste foi feito em Daniel para comprovar que ele é realmente filho de Francis.
Fonte: http://revistacrescer.globo.com"

E aí? Com seus conhecimentos de genética, você concorda com a explicação do fato? Como as características étnicas são herdadas geneticamente?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Planta fluorescente

Manipulação genética acende proteínas da planta Arabidopsis thaliana, o rato de laboratório do mundo vegetal. A imagem está entre as 21 vencedoras do prêmio britânico Wellcome Image Awards 2011.



Fonte: Pesquisa FAPESP Online.