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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Você sabe o que é Neurociências?

A Neurociência pode ser definida como o estudo do sistema nervoso e a relação entre as funções cerebrais e mentais, para trazer conhecimento a respeito do pensamento, das emoções e do comportamento humano. Tem em sua base, na inter e transdisciplinaridade e a abrangência de utilizar e envolver várias áreas do conhecimento em saúde, sendo uma das áreas científicas que mais se destaca atualmente no país e no mundo.
Tendo em vista essa crescente área do conhecimento e a presença de professores pesquisadores da Faculdade de Saúde da Universidade Metodista de São Paulo, que se inserem nesta área do conhecimento, mas que desenvolviam suas pesquisas de maneira independente, foi criado, em 2010, o Centro de Neurociências.
O Centro de Neurociências é parte integrante da estrutura física do Núcleo de Pesquisas Biológicas da Faculdade da Saúde, contando com cinco laboratórios totalmente equipados para realizar estudos dos efeitos de drogas e das bases neurobiológicas de psicopatologias, por meio de modelos biológicos em animais, como o campo aberto (que permite estudar drogas antiesquizofrênicas, sedativos, hipnóticos, drogas de abuso e comportamentos envolvendo atividade motora ansiedade e memória); labirinto em cruz elevado e esquiva discriminativa (utilizados para o estudo de drogas ansiolíticas e para o estudo das bases biológicas da ansiedade e memória), labirinto aquático do Morris (utilizado para o estudo das bases biológicas de diversos tipos de memória: espacial, curto prazo, memória operacional e memória de longo prazo), caixa de condicionamento ou caixa de Skinner (para investigar fatores interferentes ao aprendizado), aparelho preferência de lugar e experimentos de livre escolha (para estudo de drogas de abuso e seu potencial para dependência, bem como as bases biológicas desse processo), aparelhos de natação forçada (para investigação das bases biológicas da depressão e antidepressivos); cultura de células tumorais (para realização de experimentos envolvendo neuroimunomodulação); aparelho computadorizado para registro de contração de órgãos isolados (para o estudo de órgãos inervados pelo sistema nervoso periférico), técnica de Imunoistoquimica (para identificar importantes estruturas envolvidas em diferentes processos envolvendo o sistema nervoso central e o periférico); aparelhos e equipamentos para avaliação do desenvolvimento físico e neurocomportamental de roedores (para experimentos que investigam os efeitos de drogas durante a gestação e lactação).
Todos esses equipamentos permitem que seis linhas de pesquisas sejam desenvolvidas no Centro de Neurociências:
1.    Oncologia Experimental; 
2.    Estudo dos Mecanismos da Neuroimunomodulação;
3.    Análise Experimental do Comportamento: Animal e Humano;
4.    Estudos Toxicológicos durante o Período Perinatal;
5.    Estudo dos Efeitos Drogas de Abuso e suas bases neurobiológicas; 
6.    Estudo da Plasticidade Neural.


Você sabia que no curso de Biomedicina da Universidade Metodista de São Paulo os alunos desenvolvem projetos de Iniciação Científica na área de Neurociências além de ter na grade o módulo Princípios de Neurociências e Comportamento?

Quer saber mais?

Acesse: 



quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Biomedicina festeja 15 anos conceituado em rankings e com alunos bem colocados em empresas




Data foi lembrada com mesas-redondas, apresentações culturais e confraternização de ex e atuais alunos e professores 
Débora Amorim, do 4.período, fez apresentação de balé     



 Fazer pesquisas ao lado de uma autoridade mundial em oftalmologia como professor Shigeru Kinoshita, da
University of Medicine de Kyoto, no Japão, ou gerenciar projetos de farmacovigilância na Covance, que lida com grandes laboratórios globais, são experiências que enriquecem qualquer profissional. Mais ainda quando essas passagens são de jovens com passado ainda recente de bancos escolares, como os ex-alunos de Biomedicina da Universidade Metodista de São Paulo Renata Ruoco Loureiro e Luis Gustavo Barreto. Ela formada em 2009, ele em 2004.

Renata e Luis fizeram parte da noite de boas histórias, narrativas sobre carreiras bem-sucedidas e passagens por empresas respeitadas no mercado que encantaram o auditório lotado do campus Planalto nas comemorações de 15 anos do curso de Biomedicina da Metodista, em 3 de novembro último.

Oito ex-alunos contaram aos graduandos como viraram páginas de suas histórias profissionais para frente, enfrentando inevitáveis dúvidas e tropeços profissionais. Professores consolidaram a memória do curso citando conquistas como o reconhecimento dos melhores rankings de Educação. Tanto assim que, em uma década e meia, a Biomedicina da Metodista drenou cérebros para indústrias farmacêuticas e de saúde como Boehringer Ingelheim, AstraZeneca, Covance e Fleury, ou colocou nos trilhos da pesquisa científica mestres e doutorandos em escolas como Unifesp, USP e Kyoto.

Como destacou o primeiro coordenador do curso e hoje diretor da Escola de Ciências Médicas e da Saúde, professor Rogério Gentil Bellot, os anos trazem muitas recompensas, não só rugas. “15 anos marcam cabelos mais brancos, alguns quilos e rugas a mais, mas muito aprendizado, histórias e sonhos para contar”, saudou ele na abertura do evento, quando lembrou que a graduação de Biomedicina surgiu em 2000 da percepção de que seria uma das profissões do futuro.

Em uma década e meia, a Metodista estruturou 19 turmas, com total de 1.075 biomédicos formados e atualmente 284 alunos distribuídos em oito períodos do curso.

Em multinacionais   
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Yumi, Patrícia, prof. Bellot, Barbara e Luis

Duas mesas-redondas pautaram a noite de festejos, a primeira mediada pelo professor Rogério Bellot sobre “O Biomédico Metodista em Empresas Multinacionais”, e a segunda conduzida pelo atual coordenador do curso, professor Isaltino Marcelo Conceição, sobre “O Biomédico Metodista nas Áreas Acadêmica e Diagnóstico”.
Estão hoje em empresas globais Patrícia de Nóbrega Brunieri, formada em 2013 e atuando na alemã Boehringer, Iumi Mattos Kinoshita (2006) e Barbara Costa (2004), ambas na sueca AstraZeneca, e Luis Gustavo Barreto (2004), na Covance. O recado em comum é que a área exige estudos constantes, inglês impecável e ousadia para abraçar as oportunidades que se abrem ao biomédico, sobretudo com a descoberta de novas drogas.
Patrícia Brunieri se encontrou no marketing de medicamentos e especializou-se na área de oncologia/virologia. Sua missão é disseminar informações que curam: “Isso é muito gratificante”, afirmou. Barbara Costa iniciou com microbiologia, especializou-se em biotecnologia e pós-graduou-se em marketing, atuando como consultora técnica da linha oncológica da Astrazeneca. “O marketing envolve administradores, jornalistas, publicitários, mas é o biomédico que faz a diferença, sobretudo quando se trata de discutir estudos clínicos”, apontou.
Iumi Kinoshita começou com análises clínicas, mudou-se para a Teraskin Farmacêutica e especializou-se em microbiologia ambiental. Hoje é microbiologista sênior na Astrazeneca. Já Luis Barreto desde o início interessou-se por pesquisa clínica, área que cresce entre biomédicos segundo ele, e pós-graduou-se em administração, o que abriu-lhe portas para gerenciar projetos em farmacovigilância na Covance e dar aulas no Instituto Polígono.

Na academia
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Renata, Clara, prof. Isaltino, Janaína e Rodrigo
Optaram abraçar a vida acadêmica Clara Felix e Renata Ruoco Loureiro, formadas em 2006 e 2009 respectivamente, e ambas doutorandas pela Unifesp, Janaína Thaís Lopes (2006) doutoranda pela USP, e Rodrigo de Luca Lucena (2009), professor no colégio técnico Etip e atuando no Grupo Fleury.
Clara explicou que a falta de recursos públicos para suprir bolsas de estudo em pesquisas tem sido compensada pela iniciativa privada, sobretudo na forma de PPP (Parceria Público-Privada). Da iniciação científica no Instituto de Medicina Tropical da USP, ela passou em concurso na instituição na área de sorologia e agora faz doutorado nessa área e em biologia molecular. Janaína foi na contramão do início com análises clínicas e abraçou a microbiologia de alimentos. Após o mestrado em Ciências dos Alimentos, iniciou o doutorado em contaminação cruzada e com uso de matemática, já tendo viajado para a Dinamarca.
Interessada em seguir carreira em reprodução humana, foi durante o estágio em coleta de sangue que Renata Ruoco teve oportunidade de conhecer a oftalmologia, tema de seu mestrado em córneas em 2013. O orientador apresentou-lhe em 2014 uma porta aberta em Kyoto, onde está uma das maiores competências acadêmicas no assunto. “Me impressionei com a fartura de material nos laboratórios japoneses, onde o governo coloca muito dinheiro em pesquisas”, testemunhou ela durante seis meses. De volta a São Paulo, conseguiu bolsa Fapesp para o atual doutorado em Ciências Visuais.
Já Rodrigo Lucena começou na bioquímica de um hospital e, como definiu, a hematologia o escolheu, abraçando a contragosto uma área que hoje é seu grande cartão de visitas. Para ingressar no Fleury seu teste consistiu em ler, em uma hora, 10 lâminas com material de pacientes com leucemia, ou seja, muito alteradas. Hoje ele é referência em hematologia de urgência e emergência em hospitais, analista sênior e controle de qualidade do Fleury, além de dar aulas no Colégio Etip.

4 estrelas e nota 4 do MEC     
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Gustavo Godói cantou ao violão
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Douglas Reche e Thais Lopes dançaram samba
Coube ao coordenador atual de Biomedicina da Metodista, professor Isaltino Marcelo Conceição, historiar o percurso da graduação, desde o primeiro turno noturno com duração de 5 anos até a necessidade no ano seguinte, devido à intensa procura, de oferecer período integral (tarde e noite), com tempo regular de 3 anos.
Logo em seguida, em 2002, o curso já agregava o laboratório-escola LABMESP, para possibilitar estágio na área de análises clínicas. Isso rendeu-lhe à graduação o reconhecimento oficial pelo MEC. Em 2004, novo projeto pedagógico incluiu temas inovadores para a época, como reprodução assistida, engenharia genética e microbiologia de alimentos.
“Em 2008 recebemos pela primeira vez 3 estrelas do Guia do Estudante e nos destacamos com o 1º lugar entre os cursos de Biomedicina da Grande São Paulo, segundo avaliação do CPC-MEC, com nota 3. Passamos a integrar o ranking RUF-Folha de São Paulo e as estrelas do Guia do Estudante não foram perdidas desde então. Em 2013 e 2014, recebemos 4 estrelas. Também o CPC-MEC aumentou para 4”, lembrou professor Isaltino, citando entre outras conquistas a introdução de módulos no lugar de disciplinas em 2008 e a integração, em 2010, do LABMESP às demais Clínicas da Faculdade da Saúde, fazendo parte da Policlínica Metodista como seu Núcleo de Análises Clínicas (NAC).
A noite de comemorações também contou com apresentações artísticas de alunos. Débora Amorim, 4º período, dançou balé ao som de "Atrás da Porta", com Elis Regina. Douglas Reche, 6º período, e a parceira Thais Lopes sambaram Nega Marrenta, com Ana Carolina. Já Gustavo Godoi, 2º período, tocou e cantou ao violão "Thinking Out Loud", de Ed Sheeran.

  Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.

domingo, 8 de junho de 2014

Baixo uso de cobaias fêmeas pode estar desviando resultados de pesquisas

Camundongos ou ratos, porcos ou cachorros, os animais usados em laboratórios normalmente eram machos: os pesquisadores evitavam usar fêmeas pelo receio de que seus ciclos reprodutivos e flutuações hormonais pudessem interferir nos resultados de experimentos calibrados. 
Escolha um medicamento ou tratamento, e provavelmente os pesquisadores sabem muito mais sobre seu efeito em homens.
As mulheres têm sido surpreendidas por efeitos colaterais e erros de cálculo em dosagens que só são descobertos quando o produto chega ao mercado. Agora os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos dizem que esse viés de gênero na rotina de pesquisa precisa acabar.
Recentemente, na revista "Nature", os médicos Francis Collins, diretor dos NIH, e Janine Clayton, diretora do departamento da agência para pesquisas sobre a saúde da mulher, alertaram os cientistas de que é preciso começar a testar suas teorias em fêmeas e em tecidos femininos.
As mulheres experimentam efeitos colaterais mais severos em tratamentos novos, segundo estudos. No ano passado, a FDA (agência que regula os setores de fármacos e alimentos nos EUA) recomendou que as mulheres reduzissem pela metade as doses do sonífero Ambien, por exemplo, porque novos estudos mostraram que elas metabolizam o ingrediente ativo mais lentamente do que os homens.
As estatinas, a classe de drogas mais prescrita nos EUA, foram testadas principalmente em homens, e a comprovação do seu benefício para mulheres é limitada. As mulheres respondem de maneira diferente a uma série de tratamentos e frequentemente não obtêm os mesmos benefícios que os homens. As ideias para novos tratamentos são frequentemente geradas em laboratório, onde há um arraigado viés de gênero na pesquisa biomédica básica e na neurociência.
O viés em testes com mamíferos ficou evidente em oito de dez disciplinas científicas incluídas numa análise de pesquisas já publicadas, conduzida por Irving Zucker, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Na neurociência, estudos feitos exclusivamente com animais machos superavam os feitos apenas com fêmeas numa proporção de 5,5 para 1.
Mesmo quando os pesquisadores estudam doenças mais comuns em mulheres -incluindo depressão e esclerose múltipla-, os animais machos frequentemente são mais usados, segundo Zucker.
Jill Becker, da Universidade de Michigan, descobriu que as mulheres aumentam o uso de medicamentos muito mais rapidamente do que os homens e que o hormônio estradiol desempenha um papel importante nesse crescimento. Ainda assim, os pesquisadores que estudam o aumento do uso de drogas em ratos e camundongos se apoiam quase que totalmente em machos, disse Becker. "Um dos pressupostos básicos tem sido o de que as fêmeas são simplesmente uma variação sobre um tema, que não são um mecanismo fundamentalmente diferente, que se você aprendeu sobre o macho, já sabe o suficiente para lidar com machos e fêmeas", diz ela. "Descobrimos que nem sempre é o caso."
Os pesquisadores também têm sido incentivados a estudar as células que se originam de fêmeas bem como de machos. "Toda célula tem um sexo", disse Clayton. "Cada célula ou é masculina ou é feminina, e essa diferença genética resulta em processos bioquímicos diferentes dentro dessas células." 
 
Fonte: Folha de São Paulo on line
Por: RONI CARYN RABIN DO "NEW YORK TIMES"